Re-
denção
vem
y
reden-
ção
vai
mas o
trans-
itório
é
para
sempre
aqui.
Re-
demption
comes
&
redemp-
tion
goes
but
trans-
ience
is
here
for-
ever.
[Charles Bernstein, two stones with one bird, tradução minha]
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
menos que um: charles bernstein
quinta-feira, 26 de junho de 2014
estrella errante: Juan Gelman y usted ainda quer essa mulher
Essa mulher se parecia à palavra nunca,
desde sua nuca subia um encanto particular
um tipo de esquecimento onde guardar os olhos,
essa mulher se instalava em meu dorso esquerdo.
Atenção atenção eu gritava atenção
mas ela invadia como o amor, como a noite,
os últimos sinais que fiz para o outono
deitaram calmos sob a onda em suas mãos.
Dentro de mim estalaram ruídos secos,
se despedaçavam a fúria e a tristeza,
a senhora chovia suave
sobre os meus ossos parados na solidão.
Quando se foi, eu tiritava feito um condenado,
com uma faca cega me matei,
vou passar a morte inteira deitado com seu nome,
ele moverá minha boca pela última vez.
Esa mujer se parecía a la palabra nunca,
desde la nuca le subía un encanto particular
una especie de olvido donde guardar los ojos,
esa mujer se me instalaba en el costado izquierdo.
Atención atención yo gritaba atención
pero ella invadía como el amor, como la noche,
las últimas señales que hice para el otoño
se acostaron tranquilas bajo el oleaje de sus manos.
Dentro de mí estallaron ruidos secos,
caían a pedazos la furia, la tristeza,
la señora llovía dulcemente
sobre mis huesos parados en la soledad.
Cuando se fue yo tiritaba como un condenado,
con un cuchillo brusco me maté,
voy a pasar toda la muerte tendido con su nombre,
él moverá mi boca por la última vez.
desde sua nuca subia um encanto particular
um tipo de esquecimento onde guardar os olhos,
essa mulher se instalava em meu dorso esquerdo.
Atenção atenção eu gritava atenção
mas ela invadia como o amor, como a noite,
os últimos sinais que fiz para o outono
deitaram calmos sob a onda em suas mãos.
Dentro de mim estalaram ruídos secos,
se despedaçavam a fúria e a tristeza,
a senhora chovia suave
sobre os meus ossos parados na solidão.
Quando se foi, eu tiritava feito um condenado,
com uma faca cega me matei,
vou passar a morte inteira deitado com seu nome,
ele moverá minha boca pela última vez.
Esa mujer se parecía a la palabra nunca,
desde la nuca le subía un encanto particular
una especie de olvido donde guardar los ojos,
esa mujer se me instalaba en el costado izquierdo.
Atención atención yo gritaba atención
pero ella invadía como el amor, como la noche,
las últimas señales que hice para el otoño
se acostaron tranquilas bajo el oleaje de sus manos.
Dentro de mí estallaron ruidos secos,
caían a pedazos la furia, la tristeza,
la señora llovía dulcemente
sobre mis huesos parados en la soledad.
Cuando se fue yo tiritaba como un condenado,
con un cuchillo brusco me maté,
voy a pasar toda la muerte tendido con su nombre,
él moverá mi boca por la última vez.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
menos que um: Hanshan e a lua mestra
tranquilo,
visito o venerável
neblina
cobre a montanha inteira
o mestre
aponta caminho de volta
a lua
cheia ilumina, suspensa
閑自訪高僧
煙山萬萬層
師親指歸路
月挂一輪燈
"Han-Shan – Montanha Fria – poeta chinês do século VIII, foi um entusiasta praticante do Zen. Seus poemas revelam claramente a Iluminação por ele alcançada e muitos Mestres os têm tomado como tema para seus sermões. Sua aparente iconoclastia é um protesto contra o formalismo vazio dos monges budistas de seu tempo, mais predispostos a viver comodamente, com as contribuições oferecidas pelos fiéis em troca da celebração de rituais fúnebres, do que a se entregar à busca da religião."
Ricardo Mário Gonçalves. Textos Budistas e Zen-Budistas. São Paulo: Cultrix, 1976, p. 164
domingo, 2 de março de 2014
estrella errante: Raúl Mendizábal, el Chino
VIAGEM AO CORAÇÃO
rosy
vou dormir
apaga a luz do 2 de março de 56 quando eu vim
te
conhecer
porque
quem é mais leve? tu
quem ama mais? tu
quem tem o rosto de minha morte? tu tu tuturu tu
tutu
19/01/92
VIAJE AL CORAZÓN
rosy
voy a dormir
apaga la luz del 2 de marzo de 1956 cuando vine
para
conocerte
pues
quién es más ligero? tú
quién ama más? tú
quién tiene el rostro de mi muerte? tú tú turútu
tutu
19/Ene/92
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
autotranslação: ela foi meu hospício & she was my asylum
ela foi meu hospício
sede e serenidade
ela foi alegria foi broto e flor e maldade
silêncio lacrado e carrêgo inclemente
ela foi o buraco na gente
a bala varando a varanda gelada
de neve
ela foi breve
mas foi tanto
que me espanta o espanto de estar por aqui
sabendo que um dia morri
e hoje canto
she was my asylum
my thirst and serenity
she was bliss and bud my flower and naughtiness
a pack of silence unmerciful burden'
she was our hollow
the bullet through cold balcony
snowed
she was brisk but
so intense
that I wonder about to be 'round here
knowing a day I've been dead
and now dance
sede e serenidade
ela foi alegria foi broto e flor e maldade
silêncio lacrado e carrêgo inclemente
ela foi o buraco na gente
a bala varando a varanda gelada
de neve
ela foi breve
mas foi tanto
que me espanta o espanto de estar por aqui
sabendo que um dia morri
e hoje canto
she was my asylum
my thirst and serenity
she was bliss and bud my flower and naughtiness
a pack of silence unmerciful burden'
she was our hollow
the bullet through cold balcony
snowed
she was brisk but
so intense
that I wonder about to be 'round here
knowing a day I've been dead
and now dance
[agradecimentos a josé juva, o vocalista dessa declamação,
e rachel bardy, minha revisora e assessora para assuntos ingleses]
sábado, 15 de fevereiro de 2014
estrella errante: Manuel Iris, o bufão de deus
Não te estou chamando, chama claríssima
porque não canto no tom certo a teu ouvido
e porque minhas palavras - as melhores-
viram cinzas ao roçar-te
e ainda que
pela verdade
pela distância
e a crueldade
de nossas duas naturezas eu saiba
que este poema jamais te encontrará
deito-o em tua pele,
entrego ao fogo.
No estoy llamándote, flama clarísima
porque no canto en tono necesario para tocar tu oído
y porque mis palabras—las mejores—
se calcinan al rozarte
y aunque sé
por la verdad
por la distancia
por lo cruel
de nuestras dos naturalezas
que este poema jamás va a llegar a ti
lo arrojo hacia tu piel,
lo doy al fuego.
[este o livro está disponível para download no blog de Manuel, o Bufón de Dios]
sábado, 8 de fevereiro de 2014
estrella errante: Samuel Hanagid Juan Gelman y Eu, (trans)Com/posiciones
Convite
daria a vida pela que
flauta y harpas despertaram
em meio à noite/
que me vira
com a taça em mãos/
y me dissera
"teu vinho está em minha boca"/
y a lua parecia um C
com tinta de ouro inscrita
nas paredes que tem a noite/
Invitación
daría mi vida por
la que arpas y flautas despertaran
en mitad de la noche/
y me viera
con la copa en la mano/
y dijera
"tu vino está en mi boca"/
y la luna parecia una C
con la tinta de oro escrita
en las paredes de la noche/
daria a vida pela que
flauta y harpas despertaram
em meio à noite/
que me vira
com a taça em mãos/
y me dissera
"teu vinho está em minha boca"/
y a lua parecia um C
com tinta de ouro inscrita
nas paredes que tem a noite/
Invitación
daría mi vida por
la que arpas y flautas despertaran
en mitad de la noche/
y me viera
con la copa en la mano/
y dijera
"tu vino está en mi boca"/
y la luna parecia una C
con la tinta de oro escrita
en las paredes de la noche/
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